segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dia sangrento deixa 78 mortos no Iraque

Dia sangrento deixa 78 mortos no Iraque
06 de abril de 2004 • 23h03 • atualizado às 23h03
O Iraque viveu hoje outro dia sangrento com a morte de pelo menos 78 pessoas, incluindo 19 soldados americanos, em incidentes em todo o país, muitos deles envolvendo a rebelião xiita liderada pelo clérigo radical Muqtada al-Sadr.

No fim do dia, porta-vozes do Pentágono confirmaram em Washington que pelo menos 12 fuzileiros navais morreram na cidade de Ramadi, ao oeste de Bagdá, em um dos ataques mais graves sofridos pelas tropas dos Estados Unidos no país.

Em Bagdá, o comando militar americano também informou que pelo menos sete soldados americanos morreram nas últimas 24 horas em diferentes províncias iraquianas.

As fontes não deram mais detalhes sobre as circunstâncias das mortes, mas admitiram que quatro soldados perderam a vida na conflituosa cidade de Faluja, que registra confrontos entre as tropas dos EUA e rebeldes iraquianos desde a última segunda-feira.

Ainda não se sabe quem foram os autores dos ataques contra as tropas dos EUA em Ramadi, e se o incidente tem algum vínculo com os confrontos em Faluja. Os ataques contra as tropas da ocupação aumentaram desde meados do mês passado, quando se completou um ano da intervenção militar para derrubar o governo de Saddam Hussein.

A situação piorou depois que, no sábado passado, ocorresse o início de uma rebelião, liderada pelo clérigo radical Muqtada al Sadr.

A cidade de Faluja, 50 quilômetros ao oeste de Bagdá e sitiada por milhares de soldados americanos em busca dos responsáveis pelo assassinato de quatro guarda-costas dos EUA, na quarta-feira passada, foi palco de sangrentos conflitos.

Segundo fontes médicas locais, pelo menos 26 iraquianos perderam a vida e outros 30 ficaram feridos em confrontos entre rebeldes e fuzileiros navais dos EUA, mas fontes da coalizão reduziram para oito o número de iraquianos mortos.

Confrontos entre forças da coalizão e rebeldes em outras cidades do país deixaram outros 32 iraquianos mortos, além de um soldado ucraniano, segundo fontes oficiais.

Enquanto soldados e rebeldes protagonizavam combates nas ruas, o clérigo xiita Muqtada al-Sadr fugia de seu refúgio em uma mesquita da cidade de Kufa para a localidade de Najaf, advertindo que resistiria a qualquer tentativa de detê-lo.

Mahmud al Sudani, destacado membro do Escritório de Al Sadr, se mostrou ainda mais desafiador, ao afirmar que Muqtada está decidido a "libertar Najaf da ocupação", depois de acusar as tropas de EUA de "ter iniciado a violência".

Nesta atmosfera de tensão, o chefe da administração dos EUA em Bagdá, Paul Bremer, reconhecia à rede de televisão americana ABC que esta não era situação desejada.

Enquanto isso, uma fonte oficial disse em Washington que os funcionários americanos no Iraque receberam ordens para não deixar os locais sob controle da coalizão.

Mas o governo do presidente George W. Bush reiterou que, apesar da nova onda de violência, os EUA mantêm seus planos de entregar a soberania política aos iraquianos em 30 de junho.
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI290178-EI865,00.html

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