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sexta-feira, 2 de abril de 2010

A visita do Carniceiro e as falsas


A visita do Carniceiro e as falsas indignações
Chega ao Brasil nesta terça-feira (21) o chanceler de Israel Avigdor Lieberman. Representante do que há de mais retrógrado no atual prisma político israelense, ele prega um Israel apenas para judeus, expatriação de árabes-israelenses, juras de fidelidade ao “Estado Judeu” entre outras barbaridades baseadas na intolerância racial e religiosa.

Em março de 2008, um relatório da ONG israelense Mossawa já o apontava como um dos ícones do racismo judeu. No documento, onde eram citados ministros e parlamentares que “baseiam sua força em posições de ódio e incitam ao racismo”, o nome que mais aparece é o do chanceler israelense.

E o que defende o ministro das Relações Exteriores de Israel?

Em suas próprias palavras: “Os árabes israelenses são um problema ainda maior do que os palestinos e a separação entre os dois povos deverá incluir também os árabes de Israel… por mim eles podem pegar a baklawa (doce árabe típico) deles e ir para o inferno“, afirmou.

Para Lieberman, Israel deve “trocar” as aldeias árabes israelenses pelos assentamentos nos territórios ocupados, ou seja, as aldeias árabes passariam a fazer parte de um estado palestino e os assentamentos seriam anexados a Israel. Importante dizer que os árabes israelenses a que se refere o ministro são cidadãos israelenses, da mesma forma que eram cidadãos alemães os judeus expulsos de suas casas por Hitler e enviados para o exílio forçado e para os campos da morte.

O jornalista Paulo Moreira Leite, no artigo “Ministro israelense tem ideias que lembram nazismo”, fez, recentemente, uma brilhante relação entre o que está ocorrendo em Israel e um passado tenebroso. “Em 1935, dois anos depois da ascensão de Hitler ao poder, foram aprovadas as primeiras leis de Nuremberg. Elas não criaram campos de concentração nem câmaras de gás, mas dividiam a população alemã em duas categorias. A dos cidadãos de ‘puro sangue alemão’, que tinham todos os seus direitos assegurados. Os outros, que não tinha a mesma origem, eram considerados ‘súditos do Estado’.”. Qualquer semelhança com as políticas de “purificação relisiosa” do estado de Israel não são mera coincidência.

Líder dos racistas xenófobos do partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu, Lieberman advoga abertamente o banimento dos árabes-israelenses de Israel. O partido declara em sua plataforma a intenção de fazer de Israel um Estado puramente judeu e, ao mesmo tempo, “aumentar a Presença Judia em Yehuda, Shomron, (Cijordânia em outras palavras), Golan (Colinas de Golas, território sírio ocupado) e Jerusalém Leste, assim como trabalhar para a separação entre Gaza e Cisjordânia“.

Ele é conhecido por suas constantes incitações racistas contra palestinos com ou sem nacionalidade israelense. Em uma recente coletiva de imprensa organizada pelo seu partido em Haifa, ele impediu a participação de jornalistas árabes. Como o jornal israelense Haaretz noticiou em 6 de fevereiro, ao visitar escolas no norte de Israel, Lieberman foi saudado com gritos de “morte aos árabes” e propostas de “revocar a nacionalidade israelense dos árabes”. O Haaretz revelou também que Lieberman foi seguidor do movimento Kahane Kach, de extrema-direita, banido em 1988.

O chanceler israelense não está sozinho nesta sanha fascista. Yehiel Hazan, do partido Likud, referiu-se aos árabes como “vermes“. O atual ministro da Habitação e Construção, Zeev Boim, do partido Kadima, disse que o “terrorismo islâmico poderia ter razões genéticas“. O deputado do partido de direita Ihud Leumi, Efi Eitam, defendeu a expulsão dos palestinos da Cisjordânia e a exclusão dos cidadãos árabes israelenses da política do país. “Eles (os cidadãos árabes) são uma quinta coluna, traidores, não podemos permitir a permanência dessa presença hostil nas instituições de Israel“, declarou. O rabino Dov Lior, líder dos assentamentos ilegais de Hebron e Kiriat Arba, proibiu seus seguidores de alugar casas a árabes ou de empregar funcionários árabes.

É este o pano de fundo ideológico de Avigdor Lieberman, que em sua passagem pelo Brasil deve ser recebido pelo presidente Lula e pelo chanceler Celso Amorim.

Ele é melhor que Ahmadinejad?

Em maio, quando o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ensaiava sua vinda ao Brasil, setores da mídia e da sociedade civil fizeram um tremendo burburinho. O Brasil deveria repudiar a vinda do facínora, do anti-semita, do persa louco, do “anão de jardim”. Afinal, ele era um racista convicto, um defensor da “destruição de Israel”. O professor e blogueiro Idelber Avelar fez em seu blog um belo resumo desta ópera bufa, no artigo “A histeria da direita com a visita de Ahmadinejad”.

Certo… Ahmadinejad não é exemplo a ser seguido por ninguém. No entanto, quem é Avigdor Lieberman para acusar quem quer que seja de racista? Ele, que em seu currículo ostenta a segregação racial em Israel como bandeira, entre outras ignomínias.

http://www.estadoanarquista.org/blog/?p=2888

Protestos de judeus ortodoxos ...






















domingo, 4 de janeiro de 2009
Cenas de protestos de judeus ortodoxos no mundo contra o Estado sionista de Israel

Repare bem, você tem visto cenas como esta na imprensa brasileira? Possivelmente não, mas no mundo todo os judeus não sionistas (como o resto da humanidade) condenam o Estado Sionista de Israel e ocupam as ruas para condenar e protestar contra o massacre em Gaza.

Em junho do ano passado eles também sairam às ruas para protestar contra as celebrações dos 60 anos do Estado de Israel. Para os judeus ortodoxos o Estado de Israel é ilegal e imoral, a Torá e o Talmud condenam a formação de um estado judeu, assim como reconhece o direito dos palestinos de viverem em sua própria terra.

As fotos a seguir mostram-nos (como inúmeros textos de lideranças judias que publicamos aqui), que a resistência dos judeus não sionistas no mundo todo contra as inúmeras violências de Israel também é cotidiana.

Observação: todas as imagens foram recolhidas de Neturei Karta International: Judeus Unidos contra o sionismo


Judeus ortodoxos anti-sionistas de Jerusalém reúnem-se com lideranças árabes em protesto contra a demolição de lares palestinos, 28 de julho de 2008


O que será que a imprensa brasileira diria se um palestino ou qualquer outro que não fosse judeu portasse um cartaz com esta mensagem? Certamente seria acusado de anti-semita. Será que é por isso que não vemos essas demonstrações na imprensa? Jerusalém, 28 de julho de 2008. O cartaz prega o fim do Estado de Israel o fim da brutalidade sionista de árabes e judeus!

O cartaz convoca as organizações de direitos humanos para intervir imediatamente e socorrer os irmãos palestinos do cativeiro dos sionistas. Protesto com a demolição de lares palestinos em Jerusalém, 28 de julho de 2008.

O cartaz afirma: sionistas não são judeus!

22 de setembro em Nova York: apelo ao presidente iraniano que respeito o judaísmo e condene o sionismo.

Este cartaz radicaliza, segundo os judeus ortodoxos de Nova York a solução para a paz é o desmantelamento do Estado de Israel. Atentem que sempre usam Israel entre aspas, numa clara demonstração que este não é um Estado legítimo para os judeus.

Em Toronto, Canadá, os judeus ortodoxos condenam o Estado de Israel denominando-o de assassino e ladrão, que a formação deste estado é um desastre contra a humanidade; o outro cartaz afirma que o judaísmo rejeita o Estado Sionista de Israel e suas atrocidades.

Em Durban, África do Sul, rabino explica para uma platéia a diferença entre judaísmo e sionismo condenando o segundo e afirmando que os sionistas não são judeus.

O protesto em Durban foi ecumênico lideranças religiosas judias e muçulmanas discursaram conjuntamente mostrando que é uma falácia que essas religiões não podem conviver pacificamente.

Vários rabinos ortodoxos condenam o uso que os sionistas fazem do Holocausto para justificarem suas atrocidades contra os palestinos e acusarem todos que condenam as ações de Israel como anti-semitas. A manchete em espanhol afirma: O Estado de Israel explora o holocausto.

Dia 29 de dezembro 2008, na Trafalgar square, em Londres, judeus seguram a bandeira da Palestina e afirmam nos cartazes que Israel é um Estado de terror.

Londres: os judeus autênticos não celebram os 60 anos da criação do Estado de Israel ao contrário, para eles são 60 anos de ocupação/invasão sionista da terra sagrada.

Lembrem-se da vergonha de Israel: isolamento dos palestinos que tornam crianças inocentes prisoneiras, fazem de Gaza a maior prisão a céu aberto.

Nova York, 28 de dezembro de 2008: Israel não tem o direito de falar pelos judeus

Em Nova York, 28/12/2008, ao lado do mapa da Palestina (pintado com as cores da bandeira Palestina) hoje Estado de Israel, o cartaz afirma que judeus autênticos jamais reconhecem a legitimidade do Estado de Israel.

Também em Nova Iork o cartaz afirma: Judaimos e sionismos são extremos opostos.
Nova York: o cartaz afirma que é mandamento da Torá que os palestinos tenham direito a autodeterminação de seu povo, governo, terra e país.

Nova York: Estado de israel não representa o mundo judaico
Nova York: Nós somos contra o Estado de Israel, porque nós somos judeus
Nova York: Palestinos e judeus são povos irmãos

Manifestação em Washington DC: um dos cartazes diz: Leiam o Taldmud, segundo suas leis os judeus são proibidos de criarem um Estado próprio
http://historiaemprojetos.blogspot.com/2009/01/cenas-de-protestos-de-judeus-ortodoxos.html