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domingo, 24 de outubro de 2010

Com saída de tropas, EUA dobram terceirização no Iraque

Guerra

Com saída de tropas, EUA dobram terceirização no Iraque

Número de seguranças empregados pelo governo deve chegar a 7.000

EUA confirmaram a saída de sua última tropa do Iraque EUA confirmaram a saída de sua última tropa do Iraque (AFP)
Com a redução da presença militar dos EUA no Iraque, o Departamento de Estado pretende dobrar os seguranças terceirizados na vigilância de atividades civis, disseram autoridades americanas nesta quinta-feira. O porta-voz do Departamento do Estado, P.J. Crowley, revelou que o número desses profissionais deve chegar a cerca de 7.000.
Desde a invasão de 2003, os EUA recorrem à essa mão de obra, muitas vezes acusada de agir como se estivesse acima da lei. Segundo Crowley, a medida visa preencher a lacuna aberta pela retirada das tropas de combate. Os 50.000 soldados que permanecem no país (no auge, eles eram 176.000) estarão dedicados exclusivamente para treinamento de forças iraquianas.
"Ainda temos nossas próprias necessidades para garantir que nossos diplomatas e especialistas em desenvolvimento estejam bem protegidos," disse Crowley em entrevista coletiva. "Temos planos muito específicos para aumentar nossa segurança conforme os militares forem partindo. Isso será caro, não é uma proposta barata," afirmou ele, ressaltando que ainda assim a operação custará aos contribuintes menos do que a mobilização militar.

Imunidade - Os policiais privados são alvo de ressentimentos no Iraque, especialmente depois que a Justiça dos EUA absolveu agentes da empresa Blackwater Worlwide acusados de matarem 14 civis em Bagdá em 2007. Essa imunidade penal foi suspensa no ano passado, sob um acordo que devolveu soberania ao Iraque.
Uma fonte oficial dos EUA admitiu que esses funcionários já causaram problemas, mas que o governo Obama acredita que a "curta duração da exigência de segurança" minimizará o desgaste. "Já tivemos questões trágicas envolvendo terceirizados no passado. Trabalhamos essa questão muito de perto com o governo iraquiano. Houve mudanças nos últimos anos para melhorar a supervisão e a responsabilidade desses agentes no Iraque," disse a fonte.

O Departamento de Estado atualmente concentra os esforços no desenvolvimento do Iraque. O órgão pediu 2 a 3 bilhões de dólares por ano para atividades como instalação de consulados e treinamento de policiais. Também no Afeganistão há queixas contra as empresas de segurança. Nesta semana. o governo de Cabul deu quatro meses para que elas sejam dissolvidas.
Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/com-saida-de-tropas-eua-dobram-terceirizacao-no-iraque





(Com agência Reuters)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

EUA condicionam decisão sobre tropas


18/10/2009 - 20h09
EUA condicionam decisão sobre tropas no Afeganistão a definição eleitoral
O governo dos Estados Unidos decidiu adiar qualquer decisão sobre o possível envio de mais tropas para ajudar na segurança do Afeganistão a uma definição sobre o quadro eleitoral após as denúncias de fraude no primeiro turno das eleições presidenciais, em agosto.

Rahm Emanuel, chefe de gabinete do presidente Barack Obama, disse em uma entrevista à TV nos Estados Unidos que seria "precipitado" tomar uma decisão dessa magnitude sem uma análise profunda do novo governo, para determinar se é "um parceiro verdadeiro".

Os comentários se seguem às declarações feitas pelo senador democrata John Kerry, presidente da comissão de relações exteriores do Senado, de que seria irresponsável os Estados Unidos aumentarem seu efetivo militar no país enquanto os resultados das eleições permanecem em dúvida.

Os Estados Unidos vêm discutindo a possibilidade de enviar mais 40 mil soldados ao Afeganistão. Os Estados Unidos e a Otan já comandam mais de 100 mil soldados estrangeiros no país.

Kerry, que esteve no fim de semana em Cabul, é uma das várias autoridades ocidentais que nos últimos dias vêm pressionando o presidente Hamid Karzai a aceitar a realização de um segundo turno das eleições presidenciais.

Além do senador democrata, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, também mantiveram contatos com Karzai nos últimos dias.

As pressões ocorrem em meio a evidências de que Karzai pode não ter conseguido mais de 50% dos votos, necessários para evitar uma nova votação.

Investigações

Os resultados das investigações sobre as denúncias de fraudes no pleito do dia 20 de agosto, que devem ser divulgados nos próximos dias, devem indicar que a votação de Karzai ficou pouco abaixo dos 50%.

Os resultados preliminares divulgados pela Comissão Eleitoral Independente (CEI) davam a Karzai 55% dos votos, contra 28% para seu rival mais próximo, Abdullah Abdullah.

Em entrevista à CNN, Emanuel disse que os Estados Unidos querem primeiro estar seguros de que o governo afegão é capaz de se tornar um "parceiro verdadeiro", capaz de governar o país.

"Seria precipitado tomar uma decisão sobre o nível da presença militar americana se, de fato, não tivermos uma análise profunda sobre se há um parceiro afegão pronto para preencher o espaço que as forças dos Estados Unidos criariam e que se torne um verdadeiro parceiro para governar o país afegão", disse.

O general americano Stanley McChrystal, comandante das forças dos Estados Unidos e da Otan no Afeganistão, recomendou o envio de mais soldados para o país.

Mas Emanuel disse que o número de soldados americanos no país é uma questão secundária à questão sobre se eles trabalharão ou não ao lado de um governo afegão efetivo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u639775.shtml

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

EUA abandonarão escudo antimíssil


17/09/2009 - 05h28
EUA abandonarão escudo antimíssil na Europa, diz "The Wall Street Journal"
Washington, 17 set (EFE).- O Governo americano arquivará o projeto de escudo nuclear na Polônia e República Tcheca impulsionado pela anterior Administração de George W. Bush, segundo informa hoje em sua edição digital "The Wall Street Journal", que cita fontes familiarizadas com o assunto.

O jornal assegura que a decisão se justifica pelo pouco progresso iraniano em seu programa de desenvolvimento de mísseis de longo alcance em relação às anteriores previsões, o que supostamente reduziria a ameaça sobre os Estados Unidos e as principais capitais européias.

Funcionários da anterior e atual Administração americana assim o explicaram ao diário econômico, que anuncia que a próxima semana concluirá a revisão do expediente em 60 dias ordenado pelo presidente americano, Barack Obama.

O projeto auspiciado por George W. Bush causou a rejeição e a ira do Kremlin que o considerou uma ameaça a seu sistema balístico intercontinental, apesar de desmentidos norte-americanos.

A atual Administração americana aponta como ameaça mais imediata para os aliados europeus os sistemas balístico de curto e médio alcance iraniano, pelo que segundo as fontes, Washington decidirá uma mudança em favor do desenvolvimento de um sistema defensivo regional para o continente europeu.

O diário acrescenta que dito sistema será "muito menos polêmico".

Segundo o diário, os críticos dirão que a mudança é um gesto para conseguir a cooperação russa na obtenção de novas sanções contra o regime iraniano se Teerã não abandona seu programa nuclear.

Obama e o presidente russo, Dmitri Medvedev, devem reunir-se na próxima semana durante a assembleia geral das Nações Unidas e as reuniões do G20.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/09/17/ult1808u146551.jhtm
Quando eu era adolescente li uma história sobre a segunda grande guerra que me deu que pensar. Parece que os americanos tinham necessidade de construir uma grande quantidade de aeroportos em muitas ilhas do Oceano Pacífico e não tinham mão-de-obra para isso. Muitas dessas ilhas eram habitadas por tribos cujo desenvolvimento estava ao nível do Paleolítico. No entanto conseguiram facilmente, ao fim de poucos dias de treino, operar um bulldozer ou qualquer outra peça de maquinaria usada para construir aeroportos.

Vários anos e muitas leituras mais tarde, percebi que quando um bárbaro se confronta com a civilização, a primeira coisa que aprende dela, e mais facilmente, é a sua tecnologia. Muitas vezes nunca chega a aprender mais nada. Muitas vezes nem sequer chega a imaginar que haja mais nada.

Há trinta anos que o mundo em geral está a ser governado por bárbaros, que da civilização só vêem a tecnologia. Não compreendem que há mais mundo para lá da tecnologia, e que se esse mundo não existisse a tecnologia acabava.

Esta atitude assume muitas formas. Uma delas é o economicismo: a crença que a economia determina tudo na vida dos homens e que a ciência económica explica cabalmente toda a realidade.

Outra é a adoração bacoca da técnica como se fosse um fim em si mesma e não um meio. Quando o Primeiro-Ministro vai às escolas levar computadores, leva a cereja para pôr em cima do bolo. Mas o bolo, onde está? O Primeiro Ministro não sabe. Nem sabe que ele é preciso. Nem sabe que a cereja em cima do bolo precisa de um bolo por baixo.

E temos o caso de Maria de Lurdes Rodrigues a dizer que as escolas servem para as pessoas se qualificarem. Não servem: servem para as pessoas aprenderem. Pela simples razão, que nenhum bárbaro jamais entenderá, que quando o nosso propósito é ensinar estamos a qualificar; mas se o nosso propósito for apenas qualificar, nem qualificamos, nem ensinamos. Ou então damos uma qualificação que se esgota no momento em que o qualificado deixa de ser útil ao qualificador.

E assim voltamos aos construtores paleolíticos de aeroportos: lembremo-nos deles sempre que algum político ou algum yuppie (ou pior ainda, algum político yuppie) nos vier com a treta da qualificação. É que qualificar é fácil, o que é difícil é ensinar.

Quando a guerra acabou e os americanos se foram embora, deixaram atrás de si milhares de pessoas qualificadas para construir aeroportos. Nenhuma delas ganhou fosse o que fosse com isso.
OBS:
Pelo jeito o projeto ambicioso de defesa dos estados unidos na Europa foi para o ralo. O sonho do George w bush de aumentar o apoio e defesa aos membros do seu grupinho os famosos clube do bolinha de um eventual ataque russo(POUCO INPROVAVEL)nos dias de hoje..
Mas pelo jeito a falta das notinhas verdades pesou e esse projeto tão ambicioso foi para gaveta... Pois nos tempos de crise enxugar a maquina não e um opção e sim um obrigação ou saída de emergência.
Para alguém que pegou uma batata quente para descascar.